
" Margarida é uma das mulheres fatais, que atraem irresistivelmente. Solteira, homem que por desgraça a fitou quer ser um Romeu; casada, não faltariam Werthers que rebentassem o crânio para lhe merecer uma saudade.
No cortejo brilhante não faltava desde o primeiro titular, ao brasileiro sem títulos, coisa rara em sublunares regiões. Ela era o ídolo acatado de todos os crentes.
Mas para que estará no baile tão triste e distraída ? Pousa melancolicamente a cabeça no ombro do par, e nem lhe percebe as palavras amorosas, naquela rêverie feminil, que é para o homem que ama um inferno de torturas. "
Excerto do conto " Os Canibais ", de Álvaro do Carvalhal, incluído em "6 Contos Frenéticos", Ed. Arcádia,1978

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