
" Entraram e Dick fechou a porta. Rosemary manteve-se muito perto dele, sem o tocar. A noite roubara-lhe a cor do rosto... Estava agora muito pálida. Lembrava um cravo branco abandonado depois de um baile.
- Quando você sorri... Penso que darei sempre pela falta de um dos seus dentes de leite...
Dick recuperara a sua atitude paternal, talvez devido à proximidade silenciosa de Rosemary.
Mas era tarde... Ela aproximou-se ainda mais dele e soltou um suspiro de abandono.
- Possua-me.
- Possuo-a como?
O espanto gelou-o.
- Continue - murmurou ela. - Oh, por favor, continue, seja o que for que aconteça. Não me importo de não gostar... Nunca esperei gostar... Sempre detestei pensar nisso, mas agora não. Quero que me possua. "
Excerto de " Terna é a Noite ", de F. Scott Fitzgerald, Trd. Maria Filomena Duarte, Ed. Presença,1987

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